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UBÁ: EM ENTREVISTA VEREADOR LEVANTA HIPÓTESE DE IMPEACHMENT CONTRA PREFEITO E FALA SOBRE SUPOSTO CASO EXTRACONJUGAL

Na manhã desta terça-feira, 19 de maio, durante entrevista concedida à Rádio Líder FM 103,5, no quadro “Papo de Política”, apresentado pelo radialista Anderson Badaró, o vereador Samuel Soares comentou sobre recentes declarações envolvendo integrantes da administração municipal e levantou a hipótese de um possível assédio do prefeito contra sua esposa.

Durante a entrevista, o apresentador questionou o vereador sobre falas atribuídas ao vice-prefeito, que teria mencionado um suposto caso extraconjugal envolvendo o prefeito de Ubá. O vice também, em entrevista na semana passada, teria demonstrado irritação por não ter sido defendido em meio às acusações de que manteria um relacionamento com uma servidora pública no início da gestão.

Ao comentar o cenário político atual, Samuel Soares afirmou que a administração municipal atravessa um momento difícil e revelou que decidiu se afastar do grupo de apoio ao prefeito. O vereador destacou ainda que considera as acusações uma “maldade” e disse confiar na sua esposa, mas ressaltou que, caso qualquer situação venha a ser comprovada, medidas cabíveis deverão ser tomadas.

“Eu acredito que ele não teria coragem de fazer isso”, declarou o vereador ao comentar sobre a hipótese envolvendo sua esposa. Mesmo assim, Samuel afirmou que, se confirmado algum tipo de conduta inadequada, o ato poderia configurar crime, dando a entender que o prefeito teria seduzido a sua esposa. Ainda durante a entrevista, também foi levantada a possibilidade de abertura de um processo de impeachment contra o prefeito. Nos bastidores políticos, essa articulação de um pedido de impeachment estaria sendo interpretada por aliados do governo dentro da Câmara como uma movimentação de vingança política.

Segundo interlocutores, atores de outras correntes políticas e articuladores de bastidores estariam insatisfeitos com a postura adotada pela gestão municipal. A avaliação é de que determinados grupos não estariam conseguindo exercer influência ou manipular decisões dentro da administração, o que teria intensificado o clima de tensão política no município.

Segundo foi citado no programa, já existiria uma mobilização interna em andamento nos bastidores políticos do município.

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