UBÁ: POPULAÇÃO FICA DIVIDIDA SOBRE PROIBIR PASSAGEM NA PONTE MAJOR SIQUEIRA ENQUANTO OBRA DE RECUPERAÇÃO NÃO ACONTECE
Mesmo após os danos provocados pela enchente histórica de fevereiro, pedestres, motoristas e ciclistas continuam passando pela estrutura comprometida da Ponte Major Siqueira, em Ubá, utilizando a parte de concreto que desabou sobre o Rio Ubá. No entorno da ponte, pelo menos dois prédios foram condenados pela Defesa Civil devido aos impactos causados pela força da água. Ainda assim, moradores seguem ignorando os riscos e utilizando o trecho diariamente.
A enchente registrada em fevereiro causou graves danos à infraestrutura urbana de Ubá, com destruição de pontes, interdições e prejuízos em diversos bairros da cidade. Dados oficiais confirmam que o município decretou situação de calamidade após o volume extremo de chuvas registrado no período.
Nas redes sociais, parte da população questiona a demora para recuperação da ponte. Em comentários publicados na internet, moradores demonstram indignação com a situação.
“É uma vergonha, é só chamar um pedreiro e começar essa obra”, escreveu um internauta.
Outro comentou: “A Prefeitura está demorando de propósito. Quando deu problema nessa ponte, o Dr. Edson resolveu com um mês.” Referiu-se ao ex-prefeito, porém não é verdade. A ponte na gestão anterior demorou pelo menos três anos para ser entregue. Nos últimos meses, também cresceu o uso de perfis falsos nas redes sociais para ataques políticos e críticas direcionadas à atual gestão municipal. É possível identificar padrões e rastros técnicos que indicam a criação de contas destinadas exclusivamente à disseminação de ataques, desinformação ou mobilização política coordenada.
Procurada pela reportagem, a Prefeitura de Ubá, por meio da Secretaria Municipal de Obras, informou que irá avaliar a situação da Ponte Major Siqueira e adotar as medidas necessárias de proteção e segurança no local.
Vídeo cedido gentilmente por Genito Pires.
