EMPRESAS DE UBÁ ATINGIDAS PELA ENCHENTE DE FEVEREIRO DE 2026 PODERÃO ATRASAR O RECOLHIMENTO DO FGTS
Empresas instaladas em Juiz de Fora, Matias Barbosa e Ubá, na Zona da Mata mineira, receberam autorização para postergar o recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) após os impactos provocados pelas fortes chuvas na região. A medida foi oficializada por meio da Portaria n.º 777/2026, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), publicada no Diário Oficial da União na última terça-feira (5).
A norma suspende temporariamente a obrigatoriedade dos depósitos, com o objetivo de aliviar o fluxo de caixa das empresas afetadas. Por outro lado, a decisão limita, no curto prazo, o acesso dos trabalhadores aos recursos do fundo. Entre os municípios contemplados, Juiz de Fora e Ubá decretaram estado de calamidade pública, enquanto Matias Barbosa teve reconhecida a situação de emergência. Diante desse cenário, as empresas dessas localidades poderão adiar os depósitos referentes aos meses de abril a julho deste ano.
Apesar da suspensão momentânea, os valores não deixam de ser devidos aos trabalhadores. O pagamento poderá ser realizado posteriormente, de forma parcelada, em até seis vezes, com início em 19 de novembro e vencimentos mensais a partir dessa data. Para empresários da região, a medida traz alívio imediato, mas também preocupação com o futuro. Dono de uma loja de roupas que funcionava no centro de Ubá, um comerciante — que preferiu não se identificar — afirma que a flexibilização ajuda no momento, mas não resolve a situação por completo.
“A medida ajuda, mas ao mesmo tempo gera aflição, porque vamos ter que pagar depois”, disse. Segundo ele, a loja física ainda não conseguiu retomar as atividades e pode nem voltar a funcionar. Para evitar demissões, as três funcionárias foram mantidas em regime de atendimento online.
“O negócio está andando, mas ainda muito distante do que era antes”, relatou.
Informações DO MINISTÉRIO DE ESTADO DO TRABALHO E EMPREGO
