LEOPOLDINA> PROFESSOR/ DIRETOR DE ESCOLA GANHA PRÊMIO “EDUCADOR NOTA 10”
Quando a pandemia da covid-19 começou, em 2020, o processo educacional teve que se reformular e ir além dos muros da escola. Devido às particularidades de cada local, essa missão não foi fácil e o desafio levou gestores, professores e comunidades a se reinventarem.
O Prêmio Educador Nota 10 é uma parceria da (Abril), Globo e Fundação Roberto Marinho, com patrocínio da Somos Educação e BDO, e o apoio da Nova Escola, Instituto Rodrigo Mendes e Unicef. Desde 2018, a premiação é associada ao Global Teacher Prize, realizado pela Varkey Foundation, prêmio global de Educação.
O Professor João Paulo Araújo, realizou um processo de distribuição de material impresso personalizado aos alunos da E.E. Doutor Pompílio Guimarães, no distrito de Piacatuba, em Leopoldina, durante o período do ensino remoto, e foi justamente com um olhar diferenciado para o cenário que o diretor, com a equipe da Escola Estadual Doutor Pompílio Guimarães, conseguiram êxito: deixou a evasão escolar para trás e ainda registrou índices significativos de melhoria na aprendizagem dos alunos.
O trabalho realizado na comunidade durante a pandemia, na tentativa de não deixar nenhum aluno se distanciar do processo educacional, ganhou frutos. João Paulo foi um dos dez vencedores da 24.ª edição do Prêmio Educador Nota 10, da Fundação Victor Civita, com o projeto “Escola fechada, Educação em Movimento”. Ao todo, foram 2,5 mil inscritos em todo o país. O objetivo da premiação é reconhecer e valorizar professores e gestores escolares da educação infantil ao ensino médio de escolas públicas e privadas de todo o país. Os dez melhores projetos serão contemplados com R$ 15 mil.
A E.E. Doutor Pompílio Guimarães atende, em média, 170 alunos. Quando o ensino remoto foi instituído em toda a rede estadual, como medida preventiva do avanço da covid-19, João Paulo teve um grande desafio. O distrito de Piacatuba tem cerca de 2.500 habitantes e a maioria reside na área rural, com acesso muito limitado à internet. Além disso, poucas crianças dispunham de plataformas digitais, como computadores, tablets ou celulares/smartphones. O acesso ao aprendizado, portanto, teria que ser por material impresso.
“A gente tinha aluno com celular, mas sem a internet, ou que tinha internet mas que não era boa o suficiente para navegar; famílias que tinham um celular para diversos irmãos ou aqueles que poderiam utilizar o celular dos pais, mas que, devido ao trabalho, tinham um tempo limitado para o uso. Do total, 40% dos nossos alunos são da área rural e zero internet”, conta João Paulo, que pontua, ainda, sobre as particularidades das classes. “Entendemos que todo aluno precisa de um atendimento especial. Passamos meses indo à casa deles, entregando o material e dizendo ‘a escola está aqui, não desista’’, conta. A equipe percorria em média 200 quilômetros por mês para concluir a distribuição das apostilas aos alunos.
Secretaria de Estado de Educação Minas Gerais
