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ARY BARROSO: COMPOSITOR UBAENSE QUE ULTRAPASSOU FRONTEIRAS E GANHOU O MUNDO

Nascido em Ubá, Ary Barroso perdeu os pais ainda criança, foi criado pela avó e pela tia Ritinha e construiu uma trajetória que ultrapassou gerações.

Nascido em Ubá, em 7 de novembro de 1903, Ary Barroso completaria 123 anos neste sábado (7). Autor de clássicos da música brasileira, como “Aquarela do Brasil”, o compositor também deixou uma história familiar que ajuda a compreender suas origens e sua ligação com a cidade.

Filho único de João Evangelista Barroso e Angelina de Resende Barroso, Ary perdeu os pais em 1911, vítimas de tuberculose. Na época, tinha aproximadamente sete anos. Seu pai foi advogado, promotor público e deputado estadual em Minas Gerais. Após a morte dos pais, o menino passou a ser criado pela avó materna, Gabriela Augusta de Resende, com a participação da tia Rita Margarida de Resende, conhecida como tia Ritinha. Foi justamente com ela que Ary teve seus primeiros contatos com o piano. Professora de música, Ritinha percebeu a aptidão do sobrinho e passou a ensinar teoria musical, solfejo e piano. As aulas foram fundamentais para o início da trajetória artística do futuro compositor.

Os pais: João Evangelista e Angelina

A família e os parentes

Pelo lado paterno, Ary tinha parentesco com Sabino Alves Barroso Júnior, conhecido como Sabino Barroso, irmão de seu pai. Ele foi ministro da Fazenda durante o governo do presidente Wenceslau Braz e teve participação na vida política mineira e nacional. Após a morte do tio, Ary recebeu uma herança de 40 contos de réis, recurso que contribuiu para sua mudança para o Rio de Janeiro, em 1920, quando tinha 17 anos.

Entre os parentes de Ary também estão as primas de primeiro grau Maria Barroso de Pinho e Djanira Barroso Magalhães, citadas em uma homenagem ao compositor realizada pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais, em novembro de 2003.

Casamento e filhos

Ary Barroso se casou com Ivone Belfort de Arantes em 1930. O casal teve dois filhos:

  • Flávio Rubens Barroso, nascido em 1931 e falecido em 2009.
  • Mariúza Barroso, nascida em 1934, que também se dedicou à preservação da memória e do patrimônio musical do pai.

A família teve cinco netos. Entre os nomes identificados em registros públicos estão Márcio Barroso Salomão, Kátia e Ricardo. Márcio tornou-se um dos responsáveis pela preservação do acervo do avô e pela administração da Editora Aquarela do Brasil, ligada à obra musical do compositor.

Casamento com Yvonne Belfort Arantes.

Yvonne e os filhos Mariúza e Flávio Rubens.

O gongo usado no programa Calouros em Desfile.

O legado que permanece

Além das composições, Ary Barroso deixou fotografias, partituras, documentos, instrumentos musicais e objetos pessoais que ajudam a reconstruir sua trajetória. Em Ubá, permanece uma ligação histórica com a família por meio do piano conhecido como o instrumento da tia Ritinha, no qual o compositor aprendeu a tocar. O instrumento foi destinado ao município e está exposto no Fórum Cutural( Acesse aqui)

Mais de seis décadas após sua morte, a história de Ary Barroso continua ligada à cidade onde nasceu. Sua trajetória começou em uma família que enfrentou perdas ainda na infância do compositor, mas que também lhe proporcionou os primeiros ensinamentos musicais que contribuíram para a construção de um dos nomes mais conhecidos da música popular brasileira.

Ary Barroso nasceu em Ubá em 7 de novembro de 1903 e morreu no Rio de Janeiro em 9 de fevereiro de 1964, aos 60 anos.

Monumento restaurado e exposto na Praça São Januário, no centro.

Fontes: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira; Assembleia Legislativa de Minas Gerais; Instituto Moreira Salles; Casa do Choro; Estado de Minas e Folha de S.Paulo.