“EXERCITO DO LULA” : A PEDIDO DA CAMPANHA DE FLÁVIO BOLSONARO, MAIS UMA VEZ MINISTRO KASSIO COBRA INFORMAÇÕES SOBRE CANAL
O ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou que a Meta apresente informações técnicas sobre o canal “Exército do Lula”, no WhatsApp. A decisão, divulgada nesta quinta-feira (22), também prevê o envio de informações pelo Google e pela plataforma X sobre possíveis ações coordenadas nas redes sociais.
A medida foi adotada após questionamentos da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), que levantou suspeitas sobre a mobilização digital de apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As alegações ainda dependem de apuração e não devem ser tratadas como irregularidades comprovadas.
O relatório solicitado à Meta deverá contribuir para a análise do funcionamento do canal e de possíveis padrões de coordenação e engajamento. A determinação não representa, por si só, uma nova ordem de retirada do canal do ar.
O caso ganhou repercussão após decisões anteriores de Nunes Marques que restringiram o funcionamento do canal, seguidas de determinações relacionadas ao seu restabelecimento e à regularização de informações perante a Justiça Eleitoral.
O canal “Exército do Lula”, administrado pelo deputado federal André Janones, chegou a mais de 8 milhões, segundo informações divulgadas pela imprensa nesta semana. A ferramenta é utilizada para mobilizar apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), incentivar o compartilhamento de conteúdos e organizar ações digitais. O alcance do canal entrou no centro de uma disputa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), após questionamentos da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) sobre a atuação da rede. A quantidade de seguidores, por si só, não comprova irregularidades eleitorais.
Nesta quinta-feira, o deputado federal André Janones também acionou o TSE para pedir a anulação das decisões anteriores. A controvérsia envolve os limites da atuação da Justiça Eleitoral na fiscalização de atividades digitais durante o processo eleitoral.
Informações UOL, CNN Brasil