URNA ELETRÔNICA NÃO LIBERA “CANDIDATOS SECRETOS” POR SEQUÊNCIA DE TECLAS, ESCLARECE JUSTIÇA ELEITORAL
Uma publicação que circula nas redes sociais afirma que seria possível utilizar uma sequência de comandos na urna eletrônica para liberar candidatos ou opções de voto que não aparecem normalmente no equipamento. A Justiça Eleitoral classificou a informação como falsa em checagem publicada em 8 de setembro de 2026. De acordo com a Justiça Eleitoral, a urna eletrônica permite somente o voto em candidatas e candidatos oficialmente registrados para aquela eleição. A relação de concorrentes é configurada previamente no equipamento, de acordo com os dados oficiais do pleito.
A checagem também esclarece que não existem combinações de teclas capazes de liberar candidaturas ocultas, funções desconhecidas ou opções de voto que não estejam disponíveis no sistema. Entre os procedimentos citados pelo Tribunal está a preparação das urnas antes da eleição. Durante a cerimônia de carga e lacração, são inseridos nos equipamentos os sistemas oficiais e os dados correspondentes à eleição, incluindo a relação de candidaturas regularmente registradas.
Após essa etapa, os sistemas são assinados digitalmente e lacrados. Segundo a Justiça Eleitoral, esse procedimento impede a inclusão de nomes que não façam parte da relação oficial de candidatos. A Justiça Eleitoral também esclarece que segurar uma tecla numérica pressionada não produz um resultado diferente de um toque normal. Da mesma forma, pressionar simultaneamente as teclas “Branco” e “Corrige” não ativa qualquer mecanismo oculto. Outras informações AQUI
A publicação analisada pelo Tribunal utiliza a imagem de uma urna com a palavra “FIM” na tela e sugere que, depois da conclusão da votação, determinadas sequências de comandos poderiam liberar supostas opções secretas. O conteúdo também associa o procedimento a nomes que não fazem parte da disputa oficial. A Justiça Eleitoral reforça que as informações sobre candidaturas são públicas e podem ser consultadas pelos eleitores nos canais oficiais, incluindo o sistema DivulgaCandContas.
Dessa forma, segundo a checagem oficial, experimentar combinações de teclas não permite descobrir candidatos ocultos, alterar a lista de concorrentes ou habilitar funções que não estejam previstas no sistema eleitoral. A orientação é que informações sobre candidatos e o funcionamento da votação sejam verificadas diretamente nos canais oficiais da Justiça Eleitoral.
Fonte Justiça Eleitoral
