ONDE VOCÊ ESTAVA NO DIA 11 DE SETEMBRO DE 2001?
Há 25 anos, ataques coordenados nos Estados Unidos deixaram milhares de mortos e provocaram mudanças que ultrapassaram as fronteiras norte-americanas. Em 11 de setembro de 2001, uma sequência de ataques coordenados nos Estados Unidos interrompeu a rotina de milhões de pessoas e marcou uma mudança na história contemporânea.
Naquela manhã, quatro aviões comerciais foram sequestrados. Dois deles atingiram as Torres Gêmeas do World Trade Center, em Nova York. Um terceiro atingiu o Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, na região de Washington. O quarto avião caiu em uma área rural da Pensilvânia, depois que passageiros e tripulantes tentaram retomar o controle da aeronave. O primeiro impacto contra o World Trade Center ocorreu às 8h46, no horário local de Nova York. Pouco depois, às 9h03, uma segunda aeronave atingiu a Torre Sul.
As imagens das torres em chamas começaram a ser transmitidas pelas emissoras de televisão para diferentes países. O que inicialmente parecia ser um acidente ganhou outra dimensão quando o segundo avião atingiu o edifício. Às 9h37, o terceiro avião atingiu o Pentágono. Às 9h59, a Torre Sul desabou. A Torre Norte caiu às 10h28.
O quarto avião, o voo United Airlines 93, caiu às 10h03, próximo a Shanksville, na Pensilvânia. Segundo as investigações, passageiros e tripulantes tentaram impedir que os sequestradores alcançassem o destino pretendido para a aeronave.
Um dia acompanhado em tempo real
No Brasil, muitas pessoas interromperam o trabalho, as aulas e outras atividades para acompanhar as notícias. Televisões permaneceram ligadas durante horas, enquanto emissoras de rádio interromperam a programação para atualizar as informações. Naquele período, o acesso à internet ainda era diferente do atual. Redes sociais, como conhecemos hoje, não existiam. Para grande parte da população, televisão e rádio foram as principais fontes de informação sobre o que acontecia nos Estados Unidos.
As imagens transmitidas naquele dia se repetiram durante horas: fumaça, pessoas deixando a região de Manhattan, equipes de emergência e as torres do World Trade Center antes e depois dos impactos. O atentado também atingiu diretamente profissionais que estavam trabalhando nos edifícios e nas proximidades, além de bombeiros, policiais, equipes de emergência e outras pessoas que participaram do atendimento à ocorrência.
Ao todo, 2.977 pessoas morreram nos ataques de 11 de setembro, sem contar os 19 sequestradores. As vítimas tinham diferentes nacionalidades e estavam em Nova York, no Pentágono e a bordo dos aviões.
O mundo depois do 11 de setembro
Os ataques provocaram mudanças na política externa dos Estados Unidos, nas medidas de segurança aeroportuária e nas ações internacionais de combate ao terrorismo. Pouco tempo depois, os Estados Unidos iniciaram operações militares no Afeganistão contra o regime do Talibã, que abrigava integrantes da organização Al-Qaeda, apontada como responsável pelos atentados.
As consequências também chegaram aos aeroportos. Procedimentos de segurança foram ampliados e passaram a fazer parte da rotina dos passageiros em diferentes países. O episódio também influenciou conflitos, políticas de segurança, relações internacionais e debates sobre terrorismo durante as décadas seguintes.
Entre as vítimas dos ataques estavam brasileiros. O Itamaraty reconhece oficialmente três brasileiros mortos no World Trade Center: Ivan Kyrillos Barbosa, Anne Marie Sallerin e Sandra Fajardo Smith. Há registros jornalísticos que mencionam uma quarta vítima, o engenheiro capixaba Nilton Fernão Cunha, mas seu nome não aparece na relação oficial de três brasileiros reconhecidos pelo governo brasileiro.
25 anos depois
Nesta sexta-feira, 11 de setembro de 2026, completam-se 25 anos dos atentados. Para quem viveu aquele dia, a pergunta continua carregando uma lembrança pessoal:
Onde você estava no dia 11 de setembro de 2001?
Marcos, 32 anos, comerciante
“Eu estava em casa e já começava a me preparar para o almoço. A televisão estava ligada quando apareceram as primeiras imagens. No começo, parecia que era algum acidente. O momento que mais me marcou foi quando o segundo avião atingiu o outro prédio. Naquele instante ficou claro que não era um acidente. Foi assustador.”
Patrícia, 27 anos, auxiliar administrativa
“Eu estava no escritório quando minha gerente ligou e pediu que eu subisse para a sala dela. Quando cheguei, havia vários colegas reunidos diante da televisão. Ninguém sabia exatamente o que estava acontecendo. O que mais ficou na minha memória foi o silêncio e o olhar de preocupação de todo mundo. Era uma situação que parecia impossível de entender.”
Carlos, 41 anos, professor
“Eu trabalhava em uma escola quando começaram a chegar as primeiras informações. No início, ninguém tinha dimensão do que estava acontecendo. Um professor que já havia morado nos Estados Unidos chamou nossa atenção e disse que deveríamos ficar atentos, porque poderia se tratar de um ataque de grandes proporções. A recomendação foi fechar o portão da escola. Naquele momento, fiquei muito preocupado.”
Luciana, 24 anos, estudante
“Eu estava na faculdade quando alguns colegas começaram a comentar sobre um avião que havia atingido uma das torres. Fomos para perto de uma televisão para acompanhar as notícias. Quando vimos o segundo avião, o ambiente mudou completamente. As pessoas começaram a ligar para familiares e tentar entender se alguém conhecido estava nos Estados Unidos.”
Renata, 43 anos, funcionária pública
“Eu estava em uma reunião quando uma colega entrou e disse que um avião havia atingido uma torre em Nova York. Fomos procurar uma televisão. Pouco depois aconteceu o segundo ataque. A reunião foi interrompida. Durante horas, o assunto foi praticamente o único na repartição.”
