UBÁ: PREFEITO JOSÉ DAMATO DIVULGA PROJETO PARA PREVENÇÃO DE ENCHENTES APÓS DESASTRE DE FEVEREIRO DE 2026
Após a enchente que atingiu Ubá em fevereiro e provocou uma das maiores tragédias climáticas já registradas no município, a Prefeitura de Ubá afirma ter avançado no planejamento de obras estruturantes para reduzir os impactos de futuras inundações. Entre as principais medidas está o projeto de uma estrutura de detenção de cheias, associada à implantação de ações de macrodrenagem. O investimento estimado é de aproximadamente R$ 65 milhões e conta com participação do Governo Federal por meio do Novo PAC.
Projeto ainda está em fase de estudos.
Apesar de o recurso e o projeto já terem sido anunciados, a obra ainda não está em fase de execução. Segundo informações apresentadas pelo prefeito José Damato, uma empresa especializada realiza atualmente estudos hidrológicos e hidráulicos na bacia do Rio Ubá. A previsão divulgada pelo município é de aproximadamente seis meses para a conclusão dessa etapa, que deverá subsidiar o desenvolvimento dos projetos necessários para uma futura licitação.
A fase de estudos é relevante porque a eficácia de uma estrutura de controle de cheias depende de fatores como capacidade de armazenamento, comportamento da bacia hidrográfica, volume e velocidade do escoamento e localização adequada das intervenções.
Em março de 2026, durante visita à região, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou que a solução para Ubá passa por intervenções de retenção de água a montante do Rio Ubá. O Governo Federal também informou que obras de macrodrenagem e barramentos seriam incluídas no Novo PAC como medidas estruturantes de prevenção a novos desastres na Zona da Mata.
Segundo a coordenadoria da Defesa Civil de Ubá, paralelamente à barragem, o município trabalha na estruturação de um planejamento mais amplo para o sistema de drenagem urbana. Um projeto em tramitação na Câmara Municipal prevê a elaboração do Plano Diretor de Drenagem e Manejo das Águas Pluviais Urbanas de Ubá. O documento estabelece que o planejamento deverá considerar o diagnóstico das bacias hidrográficas, o mapeamento das áreas suscetíveis a inundações, o monitoramento hidrometeorológico e a definição de medidas estruturais e não estruturais para reduzir os impactos de eventos extremos.
Fevereiro expôs fragilidades da cidade.
A necessidade de acelerar esse planejamento ganhou força depois do desastre registrado entre a noite de 23 e a madrugada de 24 de fevereiro de 2026. Segundo dados divulgados pelo município, foram registrados aproximadamente 170 a 174 milímetros de chuva em cerca de três horas e meia. O Rio Ubá chegou a 7,82 metros, provocando inundações em uma extensa área urbana. A enchente provocou mortes, destruição de imóveis, danos à infraestrutura e interrupção de serviços. O episódio foi classificado pelas autoridades como a maior inundação dos últimos anos em Ubá. Na ocasião, o prefeito José Damato chegou a definir o episódio como a “maior enchente da história” do município.
A dimensão do desastre também levou equipes do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN) a atuar na região para avaliar e recuperar equipamentos de monitoramento pluviométrico e hidrológico afetados pelas chuvas.
