terça-feira, agosto 4, 2026

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UBÁ: PROF. JOSELITO NARAZETH USA TRIBUNA LIVRE NA CÂMARA E QUESTIONA ISENÇÃO DO IPTU, AÇÕES DA PREFEITURA, EMPRESÁRIOS, PM, GCM E EXERCÍTO APÓS ENCHENTE

No retorno das atividades parlamentares da Câmara Municipal de Ubá, nessa segunda-feira, 03/08, o professor Joselito Nazareth utilizou o espaço da Tribuna Livre para apresentar uma série de questionamentos sobre as ações da Prefeitura de Ubá e outras instituições após a enchente que atingiu o município.

Durante sua manifestação, o cidadão afirmou que, em sua avaliação, houve demora por parte da administração municipal em prestar assistência aos moradores da Avenida Cristiano Roças. Segundo ele, essa demora teria ocorrido com a intenção de manter o cenário de caos até a visita do Presidente da República e do Governador de Minas Gerais. A afirmação foi apresentada pelo professor como sua interpretação dos acontecimentos, sem apresentação de provas durante a fala.

Outro ponto abordado foi a limpeza realizada pelos comerciantes da região central nos dias seguintes à enchente. De acordo com Joselito Nazareth, muitos lojistas retiraram barro e produtos danificados de seus estabelecimentos e depositaram os resíduos nas vias públicas. Para ele, faltou coordenação da Prefeitura para orientar que todo o material fosse destinado a um único local de descarte. O professor também relatou que o acúmulo desses resíduos em frente aos imóveis teria dificultado o acesso à sua residência, criticando a forma como a limpeza foi conduzida pelos empresários e a ausência de fiscalização do poder público.

Ao comentar a situação da ponte da Avenida Cristiano Roças, Joselito questionou por que os resíduos acumulados não teriam sido retirados imediatamente. Durante sua fala, afirmou que a Prefeitura de Ubá não teria adotado providências de limpeza ou recuperação no local. O questionamento foi feito sem a apresentação de avaliação técnica sobre as intervenções necessárias.

Na Tribuna Livre, o cidadão também criticou o que considerou ser a ausência de um projeto de recuperação da cidade, citando como exemplo a Beira Rio. Durante sua exposição, apresentou questionamentos sobre as ações de reconstrução do município.

Na área da segurança pública, Joselito Nazareth afirmou que lojas da região central foram alvo de furtos após a enchente e atribuiu falhas na atuação da Guarda Civil Municipal (GCM) e da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG). Ele também alegou que pessoas que permaneciam na Praça Guido Marlière tentavam invadir estabelecimentos comerciais no centro da cidade. O professor ainda questionou a atuação do Exército Brasileiro durante a operação de apoio ao município, afirmando que moradores precisavam se identificar para acessar suas residências quando as equipes militares realizavam o controle de acesso em determinadas áreas.

Outro tema tratado foi o Decreto-Lei n.º 5.373, de 19 de março de 2026, que estabelece critérios para a concessão de isenção do IPTU a imóveis atingidos pela enchente. Joselito criticou a exigência de que o beneficiário possua apenas um imóvel para ter direito ao benefício e a lista de regras exigidas. Embora resida em imóvel alugado, defendeu que a isenção deveria ser concedida ao proprietário do imóvel atingido, independentemente da quantidade ou do valor de seus bens.

Após o uso da Tribuna Livre, a vereadora Aline Melo solicitou a convocação do secretário municipal de Finanças, Paulo Victor, e da comissão responsável pela avaliação dos imóveis contemplados com a isenção prevista no Decreto nº 5.373, para prestar esclarecimentos ao Legislativo sobre os critérios adotados na concessão do benefício. Já o vereador José Roberto, indicou que a secretária Ana Paula, do Desenvolvimento Social, também fosse convidada.

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