AÇÃO CONJUNTA REALIZA APREENSÃO DE AVES SILVESTRES NA REGIÃO DE JUIZ DE FORA E SANTOS DUMONT
A atuação integrada do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), das Polícias Civil e Militar de Meio Ambiente, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Estadual de Florestas (IEF) resultou, nessa terça-feira, 1º de julho, na deflagração da operação Libertas – ramificação Zona da Mata e Sul de Minas, voltada ao combate ao tráfico de aves silvestres.
A operação teve como objetivo desarticular uma associação criminosa dedicada à captura e comercialização ilegal de aves silvestres retiradas da natureza na Zona da Mata e na região Sul de Minas Gerais, com destino principal ao estado do Rio de Janeiro. Pelo MPMG, a investigação e as medidas judiciais foram conduzidas pela Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente de Juiz de Fora. A pedido do Ministério Público, a 2ª Vara Criminal da comarca expediu 19 mandados de busca e apreensão, cumpridos em endereços ligados aos investigados nos municípios de Juiz de Fora, Santos Dumont, Santa Bárbara do Tugúrio e Rio Novo.
A Coordenadoria Estadual de Defesa dos Animais (Ceda) do MPMG contribuiu com a disponibilização de dois médicos-veterinários para acompanhar as diligências e elaborar laudos técnicos sobre os animais encontrados. Os profissionais avaliaram a identificação das espécies, as condições de bem-estar dos espécimes e a eventual caracterização de situações de maus-tratos.
Prisões e apreensões.
Em Santos Dumont, as equipes identificaram uma estrutura criminosa voltada à captura e ao comércio ilegal de aves silvestres. Seis investigados foram presos pelos crimes de tráfico de animais silvestres, adulteração de anilhas, associação criminosa e manutenção ilegal de animais silvestres em cativeiro. Outras pessoas foram conduzidas nas demais cidades alcançadas pela operação por infrações penais relacionadas à manutenção irregular de animais silvestres.
Entre as aves apreendidas estão exemplares de curió, espécie classificada como criticamente ameaçada de extinção em Minas Gerais, além de corrupiões, trinca-ferros, coleirinhos e outras espécies nativas frequentemente visadas pelo tráfico de fauna em razão do elevado valor comercial e da procura para criação clandestina. Somente no município de Rio Novo, 65 aves foram localizadas em diferentes endereços alvo das diligências. Também foram apreendidos veículos.
Fonte MPMG
