terça-feira, junho 16, 2026

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COPASA É PRIVATIZADA E GERA DÚVIDAS EM UBAENSES SOBRE TARIFAS E QUALIDADE DOS SERVIÇOS

Governador de Minas, Mateus Simões, comemorou ao lado de secretários e assessores.

A conclusão do processo de desestatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) tem provocado reações entre moradores de diferentes municípios atendidos pela empresa. Em Ubá, na Zona da Mata, a principal preocupação está relacionada ao abastecimento de água, à cobrança pela coleta de esgoto e aos possíveis impactos da mudança na estrutura societária da companhia.

A operação movimentou R$ 8,38 bilhões e resultou na venda de 45% do capital social da empresa. O Grupo Equatorial passou a deter 30% das ações, enquanto investidores institucionais e de varejo adquiriram participações adicionais. O Estado de Minas Gerais manteve 5% do capital e uma ação especial, conhecida como “golden share”, que garante poder de veto em decisões estratégicas.

Em Ubá, o município aguarda há anos a conclusão das obras do Sistema de Esgotamento Sanitário (SES), iniciadas em fevereiro de 2021. Segundo informações da própria Copasa, o projeto recebeu investimento inicial de R$ 116 milhões e inclui a construção da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), redes coletoras, interceptores e estações elevatórias. Em 2024, a companhia informou que mais de 90% da obra estava concluída e anunciou novos investimentos para a etapa complementar do sistema.

Apesar do avanço das obras, moradores relatam insatisfação com a prestação dos serviços.

“Estou preocupado. Será que o valor da água vai aumentar? A falta d’água é constante, o serviço de esgoto ainda não funciona em vários locais e nós pagamos por isso”, afirmou um morador do bairro Industrial que pediu para não ter o nome divulgado.

No bairro Santa Bernadete, uma aposentada relata que a expectativa da população é pela entrada em operação do sistema de tratamento de esgoto. “Estou pagando esse esgoto e não tem tratamento. “Muita gente está perguntando se a conta vai aumentar. O que a população espera é mais regularidade no abastecimento e uma resposta rápida quando acaba a água.”

Já uma moradora do bairro Caxangá afirma que o principal problema continua sendo o abastecimento.

“Quando falta água, muitas vezes demora para normalizar. Independentemente de quem controla a empresa, o consumidor quer um serviço que funcione todos os dias.”

As obras de esgotamento sanitário em Ubá são consideradas uma das maiores intervenções de saneamento em andamento no município. De acordo com a companhia, quando concluído, o sistema deverá beneficiar mais de 90% da população urbana com coleta e tratamento de esgoto.

Realizamos contato com a empresa. Em resposta:

“Em atenção aos seus questionamentos, a Copasa informa que a conclusão do seu processo de desestatização não trará nenhuma alteração imediata ou interrupção nos serviços de atendimento à população de Ubá. As contas de água, os canais de atendimento e a rotina operacional na cidade continuam funcionando normalmente.

Em relação às obras e à ampliação da rede de esgoto no município, a Companhia esclarece que todos os seus compromissos e cronogramas estão mantidos. O objetivo central da nova estrutura societária é acelerar os investimentos privados para cumprir as metas do Marco Legal do Saneamento, que prevê a universalização dos serviços de água e esgoto para toda a população. Os planos específicos de obras seguirão o planejamento da empresa para a região.”