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UBÁ SEGUE TENTANDO SE RECUPERAR APÓS UMA DAS MAIORES ENCHENTES DA SUA HISTÓRIA

Todas as pontes da região urbana foram danificadas; pelo menos três caíram

Na próxima segunda-feira, a cidade de Ubá marca 30 dias de um dos episódios mais devastadores de sua história recente: a inundação que iniciou no fim da noite do dia 23 e entrou na madrugada do dia 24 de fevereiro de 2026. Um mês depois da tragédia, os sinais de reconstrução começam a surgir — e, com eles, a esperança de retorno para muitas famílias. A Prefeitura, por meio da Defesa Civil Municipal, avança nas vistorias técnicas dos imóveis atingidos e já iniciou a liberação de casas consideradas seguras para reocupação. A medida representa um passo importante na retomada da vida de moradores que, desde o desastre, enfrentam as consequências da perda, do deslocamento e da incerteza. Por outro lado, imóveis que ainda apresentam riscos estruturais seguem interditados, reforçando o compromisso das autoridades com a segurança da população.

Muitos empresários tiveram perda total. Uma Lei Municipal aprovada na última semana prevê um repasse de R$ 10 mil como apoio. Outros benefícios também foram anunciados pelo Governo Federal. Os empresários atingidos devem procurar a ACIUBÁ

Desde o primeiro momento após a enchente, os moradores afetados receberam assistência contínua, incluindo abrigo, alimentação e apoio psicológico. As vistorias foram tratadas como prioridade, garantindo agilidade na definição sobre o retorno às residências. A tragédia deixou marcas profundas: cerca de 47,4 km² foram atingidos — o equivalente a 11,6% do território do município. No auge da crise, 1.188 famílias ficaram desalojadas e aproximadamente 4.790 pessoas foram diretamente afetadas. Hoje, duas famílias ainda permanecem em abrigos municipais. Sete pessoas foram vítimas da enchente e perderam suas vidas.

Os números refletem a dimensão da resposta mobilizada:

  • 998 vistorias realizadas;
  • 277 laudos técnicos emitidos;
  • 35 imóveis interditados;
  • 48 interdições parciais;
  • apoio de 22 engenheiros do CREA;
  • participação de 17 Defesas Civis de municípios vizinhos, além de equipes de outros estados;
  • atuação de técnicos da Defesa Civil Nacional e Estadual.

O município segue cadastrando as famílias atingidas para acesso a benefícios dos governos estadual e federal – em breve as primeiras pessoas cadastradas já terão acesso aos recurso.Em projetos, já foram solicitados mais de R$ 55 milhões ao Governo Federal para ações de recuperação e reconstrução. Ao completar 30 dias da enchente, Ubá ainda convive com os impactos do desastre, mas também começa a escrever um novo capítulo — marcado pela solidariedade, pelo trabalho conjunto e pela força de uma população determinada a reconstruir sua cidade e sua história.