MULHER EM POSSÍVEL SURTO É MORTA COM TIRO NA CABEÇA DURANTE ABORDAGEM DA PM EM SP; POLICIAL É SOLTO
Camila Pereira da Silva, de 32 anos morreu após ser baleada na cabeça por um policial militar durante uma abordagem no bairro Parque São Domingos, na região de Pirituba, zona norte de São Paulo, na tarde de quinta-feira (15/10).
O policial responsável pelo tiro, o soldado André Coelho Maximo da Costa, foi preso em flagrante, mas obteve liberdade provisória após audiência de custódia realizada nesta sexta-feira (16). Ele deverá cumprir medidas cautelares e foi afastado das atividades operacionais e das funções que exigem porte de arma, conforme informações divulgadas pela imprensa.
As gravações mostram Camila segurando uma faca enquanto se aproxima dos policiais. Os agentes ordenam repetidamente que ela largue o objeto, mas a mulher continua caminhando na direção de um dos militares. Em seguida, o policial efetua um disparo que a atinge na cabeça.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas a morte foi constatada ainda no local.
Relatos divulgados pela imprensa indicam que a mulher apresentava comportamento alterado e poderia estar em uma crise de saúde mental. Entretanto, as informações disponíveis não confirmam, por meio de avaliação médica, que ela estivesse efetivamente em surto no momento da ocorrência.
Delegado aponta possível excesso de força
O delegado responsável pela investigação apontou indícios de uso excessivo e desproporcional da força. Segundo informações do boletim de ocorrência divulgadas pelo UOL, as imagens analisadas mostrariam a mulher com os braços abaixados no momento em que foi atingida, sem um movimento evidente de ataque.
A autoridade policial questionou a necessidade do disparo e a ausência de outras medidas de contenção antes do emprego da arma de fogo. A avaliação é preliminar e não representa uma conclusão definitiva sobre a responsabilidade criminal do agente.
Durante os depoimentos, os policiais relataram que Camila avançava na direção da equipe com uma faca e não obedecia às ordens para largar o objeto. O soldado afirmou que recuava e que efetuou o disparo ao considerar que não tinha mais espaço para se afastar.
A defesa sustenta que o policial agiu dentro dos procedimentos operacionais e em legítima defesa. Após a audiência de custódia, ele foi colocado em liberdade sob condições determinadas pela Justiça.
A Secretaria da Segurança Pública informou que o caso de Camila será investigado pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). Um inquérito policial militar também foi instaurado, com acompanhamento da Corregedoria da Polícia Militar. A arma utilizada pelo policial foi apreendida para perícia.
Fontes: UOL Notícias, CNN Brasil e Folha de S.Paulo.
