PAI SAI DE CASA DEBAIXO DE CHUVA E LEVA CARREGADOR DE CELULAR PARA PRIMEIRA APRESENTAÇÃO DA FILHA NA FACULDADE
Monalisa Berriel, de 18 anos, estava diante de um desafio importante: apresentar, pela primeira vez, um trabalho na faculdade. Mas, antes de começar, surgiu um problema simples e urgente. Ela precisava de um cabo para carregar o celular utilizado durante a atividade.
O pai, Gilberto Ferreira Berriel, de 69 anos, recebeu o pedido e saiu de moto para levar o carregador. Chovia naquele momento.
A entrega poderia ter encerrado a participação dele naquela noite. Gilberto, porém, permaneceu no local e acompanhou a filha durante a apresentação.
Sem familiares ou colegas ocupando os lugares diante da estudante, o pai acabou sendo a única pessoa acompanhando a exposição naquele instante.
O episódio ocorreu no sábado (19/09), na Praça João Pinheiro, durante uma atividade da FAMINAS. Monalisa cursa o segundo período de Análise e Desenvolvimento de Sistemas e apresentava um trabalho relacionado à prevenção da violência doméstica e do feminicídio.
Um vídeo feito durante a apresentação foi publicado nas redes sociais e alcançou mais de 2 milhões de visualizações.
Uma presença que começou na infância
A atitude de Gilberto não começou naquele dia. Monalisa conta que, quando era criança, o pai trabalhava como representante comercial e passava períodos viajando. Mesmo assim, procurava ajustar os compromissos para acompanhar as apresentações da filha. A mesma presença continuou durante a adolescência e chegou à vida universitária. O interesse de Monalisa pela área de tecnologia também teve participação do pai. Aos 15 anos, foi ele quem a colocou em um curso técnico.
A relação entre pai e filha ganhou uma nova realidade quando Monalisa tinha 13 anos. A mãe morreu durante a pandemia de Covid-19. Desde então, Gilberto passou a cuidar sozinho da filha. Hoje, aos 18 anos, Monalisa segue os estudos e também trabalha com produção de conteúdo para as redes sociais. O episódio registrado em Muriaé começou com uma necessidade prática: um carregador de celular. Terminou com uma filha diante de um trabalho acadêmico e um pai sentado à frente, acompanhando cada momento.
Para Monalisa, a cena não representa apenas o que aconteceu naquele dia. É mais um registro de uma presença que, segundo ela, acompanha sua trajetória desde os primeiros anos de escola.
Informações TV SISTEC
