domingo, agosto 30, 2026

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121 ANOS: DEOLIRA GLICÉRIA É RECONHECIDA COMO A MULHER MAIS IDOSA DO BRASIL

Divulgação RankBrasil

Deolira Glicéria Pedro da Silva, de 121 anos, foi reconhecida pelo RankBrasil como a mulher mais idosa do Brasil. O certificado foi entregue em Itaperuna, no Noroeste Fluminense, onde mora há cinco anos. O reconhecimento ocorreu após um processo de levantamento, recuperação e validação de documentos sobre a data de nascimento.

Deolira nasceu em 10 de março de 1905, em Porciúncula, também no Noroeste do Rio de Janeiro. A certidão de nascimento emitida pelo Ofício Único de Porciúncula registra a data e o local de nascimento. Documentos religiosos também foram utilizados na comprovação da idade. Parte dos registros da família havia sido perdida em uma enchente. A recuperação da documentação envolveu cartórios e instituições religiosas.

O certificado do RankBrasil foi entregue pelo representante da instituição, Valdecy Carvalho de Almeida, e pelo médico geriatra Juair de Abreu Pereira. O médico acompanha Deolira e participou do processo de documentação da idade.

Mais de um século de mudanças

Equipe da TV Integração realizou uma reportagem especial

Deolira nasceu antes do primeiro voo do 14-Bis, realizado por Santos Dumont em 1906. Durante sua vida, acompanhou acontecimentos como as duas guerras mundiais, a gripe espanhola, a chegada do rádio e da televisão, a construção de Brasília, o pouso do homem na Lua e a expansão da internet e dos celulares. A família de Deolira reúne diferentes gerações. Segundo os parentes, ela tem filhos, netos, bisnetos, tataranetos e uma pentaneta.

A neta Dorotea Ferreira afirma que a avó mantém hábitos alimentares simples. No aniversário mais recente, Deolira pediu coxinha e guaraná. Segundo a família, ela comeu sozinha. De acordo com os familiares, Deolira também mantém o costume de abençoar filhos, netos e outros parentes.

Entre as provas apresentadas está uma certidão de batismo, validada com o apoio do bispo Dom Roberto Francisco, da Diocese de Campos dos Goytacazes. O documento foi utilizado no processo de reconhecimento da longevidade. De acordo com Cristina Cadari, auditora do RankBrasil, a instituição adota critérios rigorosos para homologar recordes relacionados à idade.

“Aqui no RankBrasil nós seguimos um padrão rigoroso de comprovação dos feitos. Neste caso, como prova de longevidade e prova de vida, foi solicitada a certidão de nascimento atualizada e o último extrato do benefício do INSS”, explicou.

Segundo o RankBrasil, Deolira passou a ocupar o posto anteriormente atribuído a Maria Olívia da Silva, que morreu em 2010, aos 130 anos, no Paraná.

Informações G1