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HOMEM COMETE CRIME USANDO BARRA DE FERRO CONTRA SOBRINHA MOTIVADO POR CIÚMES

“Ficou evidenciado que o feminicídio foi motivado por ciúmes e sentimento de posse. A investigação reuniu elementos que afastam a tese de legítima defesa apresentada pelo investigado”, destacou o Delegado

A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu um homem de 48 anos, acusado de matar sua sobrinha, de 36 anos, em um caso de feminicídio, ocorrido na madrugada do dia 20 de março, em Bocaiuva, no Norte de Minas. O crime foi cometido com uma barra de ferro e teria sido motivado por ciúmes e um sentimento de posse sobre a vítima, com quem o homem mantinha uma relação sexual. O corpo da mulher foi encontrado por seu irmão no quarto da residência, no sábado (21/3). Vizinhos relataram ter ouvido barulhos durante a noite, mas não acharam nada fora do comum. De acordo com as investigações, o suspeito desferiu dois golpes com a barra de ferro, provocando traumatismo craniano e levando à morte da vítima.

Em seu depoimento, o investigado confessou o homicídio, alegando que agiu em legítima defesa. Ele afirmou que a vítima teria avançado em sua direção com uma faca e que usou a barra de ferro, que estava encostada na porta, para se proteger. Contudo, a análise pericial revelou marcas de unhas nas costas do suspeito, compatíveis com uma reação defensiva da vítima, indicando que ela tentou se proteger durante a agressão. Além disso, foi encontrado um tufo de cabelo com couro cabeludo, o que reforçou a violência do ato.

Embora houvesse um vínculo de parentesco, as investigações apontaram que os dois mantinham relações sexuais. O homem foi criado como irmão da mulher, mas, na realidade, ele era tio dela. A Polícia Civil também descobriu que o suspeito demonstrava um comportamento excessivamente possessivo e ciumento, tendo ameaçado a vítima de morte em outras ocasiões. Além disso, foi constatado que a mulher já havia sido agredida anteriormente pelo investigado, com um tijolo na cabeça. Todo esse histórico de violência foi coletado por meio de depoimentos e outros elementos durante a investigação.

O delegado Theles Bustorff, responsável pelo caso, informou que a motivação e a dinâmica do crime foram esclarecidas com base em provas técnicas e depoimentos. “Ficou claro que o feminicídio foi impulsionado por ciúmes e um forte sentimento de posse. As provas reunidas descartaram a versão de legítima defesa apresentada pelo suspeito”, afirmou o delegado.

Além do feminicídio, durante a investigação, foi descoberta uma acusação de maus-tratos a um animal. O suspeito possuía uma cadela, que foi levada para avaliação veterinária. O exame constatou sangramento na região genital do animal, o que indicou maus-tratos. Por esse motivo, o homem também foi autuado por maus-tratos qualificados.

O investigado possui antecedentes criminais, incluindo uma condenação por feminicídio em 2011, já cumprida, além de registros por estupro de vulnerável e tráfico de drogas na cidade de Sete Lagoas. Ele permanece preso e agora responde pelos crimes de feminicídio e maus-tratos a animal.

Informações PCMG