TARIFAS DA COPASA TERÃO AUMENTO MÉDIO DE 6,56% A PARTIR DE 22 DE JANEIRO DE 2026
As tarifas de água e saneamento da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) passarão por reajuste a partir do dia 22 de janeiro de 2026. A revisão, aprovada pela Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário de Minas Gerais (Arsae-MG), prevê aumento médio de 6,56%, que será repassado aos consumidores em todo o estado.
A nova tabela tarifária foi publicada no Diário Oficial de Minas Gerais no fim de dezembro de 2025. A divulgação ocorreu na mesma edição em que o governador Romeu Zema (Novo) sancionou a lei que autoriza a privatização da companhia de saneamento. Segundo a Arsae-MG, a alteração faz parte da 3ª Revisão Tarifária Periódica da Copasa. As revisões anteriores foram realizadas nos anos de 2017 e 2021. O processo contou com participação da sociedade, por meio de cinco consultas e audiências públicas realizadas entre maio de 2024 e outubro de 2025.
A agência explica que a revisão tarifária periódica é diferente do reajuste anual aplicado com base na inflação. Enquanto o reajuste anual recompõe perdas inflacionárias, a revisão periódica envolve uma análise mais ampla da prestação dos serviços. O objetivo é reavaliar a estrutura de custos da companhia, ajustar a tarifa para cobrir as despesas operacionais e garantir recursos para investimentos previstos no sistema de abastecimento de água e esgotamento sanitário.
Tarifa Social
A revisão periódica feita pela Arsae trouxe também alterações na aplicação da Tarifa Social em Minas, considerando diferentes níveis de vulnerabilidade social. O benefício passou a ser dividido em duas categorias (Social I e Social II), para beneficiar de forma “adequada” famílias cadastradas no CadÚnico de acordo com seu nível de vulnerabilidade.
Na última semana, Zema trocou a presidência da companhia de saneamento. Sai Fernando Passalia, que estava no cargo desde março de 2025, e entra Marília Melo, secretária de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. Conforme o governo de Minas, a mudança ocorreu para que Marília, especialista em água e saneamento, conduza o processo de privatização da Copasa.
Informações O Tempo
